
Eu gosto tanto de animais, que se minha vida fosse um conto de fadas, o príncipe, pra me conquistar, não ia precisar matar meu dragão, só alimentá-lo.
(Lídia Vasconcelos)

Eu gosto tanto de animais, que se minha vida fosse um conto de fadas, o príncipe, pra me conquistar, não ia precisar matar meu dragão, só alimentá-lo.
(Lídia Vasconcelos)

A LUA E O BLACK CAT
(O meu 1º poema infantil é dedicado à amiga Lídia Vasconcelos, que ama gatos)
A noite negra, tão negra
Quanto os teus olhos
– Jabuticabas…
Perdeu a postura,
A candura, a estribeira…
Ao saber que o Black Cat
– Gato articuloso, manhoso,
Tinha o pelo negro
Mais belo da redondeza;
– E então à noite se vestiu
De chocolate e saiu pra rua;
Ao encontro da lua
Para averiguar
O tosco gato,
Sem saber que a lua
Tão bela na amplidão
Do céu, sem véu,
Sozinha e carente…
Apaixonou-se perdidamente
Pelo Black Cat
– O gatinho sorridente.
Geo Santos






Uma vez, durante uma aula, conversava com meus alunos do Médio sobre o porquê de eles escolherem esta ou aquela profissão. Alguns disseram que era um sonho acalentado desde a infância, outros confessaram que era um sonho dos pais. Dentre tantas declarações, só teve uma que me surpreendeu:
– Ah, professora, eu quero fazer medicina, só pra ter o prazer de ouvir alguém me cumprimentar com um “bom dia, doutora”! Ah, isso deve ser o máximo!
Depois que todos paparam de rir, olhei bem nos olhos da aluna e falei:
– Ué, querida, eu achava que a sua motivação era outra! Salvar vidas, por exemplo, não?
Ela ficou meio sem graça, percebendo a visível “inversão de valores” do seu desejo e procurou se redimir, afirmando que estava apenas brincando, que falou aquilo sem pensar.
É cada vez mais frequente o fato de as pessoas quererem fazer a coisa certa pelas razões erradas! Eu diria que tal postura é tão equivocada quanto a de querer fazer coisas erradas pelo motivo certo. Em ambos os casos, o resultado é sempre desastroso.
O que faz você acordar a cada manhã?
O que alimenta o seu sonho?
Em que você está investindo e por quê?
O glamour de uma profissão deveria ser apenas uma consequência natural, um bônus, e não a única motivação! É por causa disso que algumas pessoas têm uma passagem meteórica em cargos a que sempre aspiraram ou, quando ficam mais tempo, promovem o caos na vida de quem está por perto.
O que faltou? A verdadeira motivação. Não aquela que explode montanhas, mas a que move os homens a escalá-las!
Quando se faz a coisa certa pelas razões certas, a realidade é sustentável, os reveses são contornados e a vida não perde o sentido, quando o glamour vira detalhe.
Lídia Vasconcelos

