INFINITO

pessoa finita - infinito

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Sobre DESERTOS…

37038922_2251812104836002_1437407356471214080_nNão foi Deus quem me levou pro deserto.

Eu caminhei pra lá com as minhas próprias pernas, guiada pelo meu orgulho e pela minha frágil autossuficiência.

Não foi Deus quem me levou pro deserto, foram as minhas próprias escolhas.

Mas Ele sabia que eu não sobreviveria ao calor mortal do dia nem ao frio cortante da noite.

Ele também sabia que eu morreria de sede, na solidão.

Não foi Deus quem me levou pro deserto… Mas foi Ele quem me tirou de lá.

Lídia Vasconcelos

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Sobre FÁBRICAS e OFICINAS…

poema - FÁBRICAS e OFICINAS

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SOBRE AMORES NÃO CORRESPONDIDOS

SAUDADE- AMORES NAO CORRESPONDIDOS-36739827_2238299006187312_5870777572698095616_oEu nunca tive medo de amor não correspondido.

Amar e não ser amada na mesma proporção nunca me frustrou.

Ah, já vivi tantos amores platônicos, impossíveis… E todos foram segredados nos diários da adolescência ou no ouvido da melhor amiga!

Amor não correspondido é fábrica de endorfina, faz a gente rir à toa, ter pena de formiga, escrever poesia.

É autossustentável, basta-se.

Não faz estragos na vida de ninguém. E, se houver algum prejuízo, quem o alimenta sempre paga a conta sem reclamar. Então, com o tempo, se não vingar, é guardado ou esquecido numa gaveta qualquer da memória.

O meu verdadeiro terror sempre foi o amor de mentirinha: aquele barulhento, glamouroso, superdimensionado, contado aos quatro ventos nas ruas e nas redes sociais, não com o intuito de inspirar, mas de despertar a cobiça das pessoas mal-amadas, malcasadas, mal acompanhadas, mal comidas…

Desse tipo de amor, eu me pelo de medo, porque nunca é como demonstra ser!

Quando os celulares descarregam, quando as portas se fecham, o sorriso vira carranca, o abraço vira solidão.

E o amor de mentirinha sobrevive como sobrevive o Teatro: de beijo técnico, de performances, de belos atores, de textos bem ensaiados…

A única diferença é que, no final, não há ninguém para aplaudir o espetáculo.

Lídia Vasconcelos

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Se não for AMOR…

desenho_amor_Untitled-1Não é porque você acha que o amor errou seu endereço, que agora você vai manter as portas fechadas. Deixe uma janela entreaberta, ele pode entrar pela fresta.

Não é porque o amor não aconteceu na flor da sua adolescência ou no auge da sua juventude, que você vai negá-lo agora na maturidade… O tempo certo para o amor é quando ele chega. E pronto.

Não queira adestrar o amor!

Não lhe imponha regrinhas nem lhe desenhe mapas, ele odeia manuais de instrução, ele não suporta estradas sinalizadas.

O amor só faz o que quer, onde quer, com quem quer, como quer e quando quer!

E, numa hora dessas, vai ser com você, onde você estiver, como você estiver…

O amor não gosta de camuflagens nem de ser confundido com sexo ou com um sentimentozinho qualquer.

Não se preocupe: se não for amor, você saberá.

Lídia Vasconcelos

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QUEM NOS TOCA…

quem nos toca a alma

Dá até pra esquecer quem nos toca o corpo, mas não quem nos toca a alma.

Lídia Vasconcelos

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A GENTE VAI SE ENCONTRAR

casal- praia - sol - barquinhos de papel-52868259_2251918488408668_5692273406116888576_nEu sei que a gente
vai se encontrar…
Pra tomar aquele café,
pra botar o papo em dia;
e, quando baixar a maré,
a gente vai botar o pé
nas areias da alegria.

Eu sei que a gente
vai se encontrar…
Pra fazer aquela folia,
pra curtir a lua no céu,
pra ler a nossa poesia
e, quando raiar o dia,
soltar barquinhos de papel.

Lídia Vasconcelos

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🎲♥️ JOGUINHOS DE AMOR ♥️🎲

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Quando o amor deixar de ser um jogo, você vai parar de mensurar as perdas e os ganhos por estar com esta ou aquela pessoa.

Todo jogo é perverso e, ainda que tenha regras bem definidas, há sempre alguém estudando um jeito de quebrá-las, de se dar bem, de mostrar que é mais esperto ou tem mais força.

Quando o amor deixar de ser um jogo, você vai deixar de conter o riso e não vai mais se esforçar, para esconder aquele brilho nos olhos atrás daqueles óculos escuros que você usa há tanto tempo.

Jogos são desgastantes: exigem expectadores, torcidas inflamadas, barulho, holofotes, muita gente que não joga dando opinião, pagamento de ingressos.

Amor não é um jogo.

É, no máximo, uma brincadeira, um ritual pra dois, assim, silencioso, mas pleno. Onde ninguém quer se dar bem, só fazer bem.

Às vezes, você entra num jogo, só para provar algo para alguém. No amor ninguém é obrigado a nada, nem a ser feliz, pois qualquer obrigação o descaracteriza como AMOR.

Dependendo do nível do jogo, alguém tem que morrer, para você viver. No amor, você é quem morre (e de bom grado), para alguém viver.

Quando o amor deixar de ser um jogo, você vai enxergar a pessoa amada como um parceiro, como uma extensão de você mesmo, que precisa ser ajudado e amado. E não como um oponente que você precisa derrotar.

Lídia Vasconcelos

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BRUXA, EU???

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A mulher, ao longo dos séculos, sempre amargou essa alcunha de bruxa – um sinônimo quase perfeito do substantivo MULHER.

Como essa saga começou? Não sei e fiquei com preguiça de pesquisar, porque a maioria dos links que o Google dá não tem nada a ver com história, mas com estórias. Mas como esse “textículo” não é acadêmico nem jornalístico, deixa quieto.

A literatura clássica e o cinema, entretanto, estão cheios de exemplos e de sugestões de como era a vida de uma mandingueira: se uma mulher tivesse sonhos estranhos, bruxa; se fosse intuitiva, bruxa; se gostasse de plantas, bruxa; se gostasse de sexo, bruxa; se engravidasse de pai desconhecido, bruxa; se fosse linda e assediada, bruxa; se fosse feia e ninguém “pegasse”, bruxa, claro! E se não conseguisse engravidar? Ventre seco – só podia ser bruxa!

Ah, sim: as que faziam remedinhos caseiros e comidinhas gostosas também eram tidas como bruxas. As que gostavam de gatos (misericórdia!) também não escapavam.

Antigamente, era fácil tirar do mapa uma mulher maravilhosa, era só dizer que a bichinha era uma bruxa e pronto: fogueira nela!

Hoje, as bruxas continuam sendo chamadas de bruxas, por todas as razões citadas acima ou mais. É que a gente continua cozinhando, curando, gozando, sonhando, intuindo… E se tudo isso é ser bruxa… Eita! Eu acho que sou também! 

Lídia Vasconcelos

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AMOR & POESIA

“O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” (ROMANOS 12: 9 e 10)

 

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